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Durabilidade do concreto: como enfrentar de verdade o desafio da corrosão das armaduras

Quem já recebeu uma ligação de cliente dizendo que “a obra nova já está com manchas de ferrugem” sabe a sensação incômoda que isso causa. Mais do que estética, a corrosão das armaduras coloca em jogo a segurança da estrutura e a credibilidade do profissional. O problema é que, cada vez mais, essas manifestações aparecem cedo demais — e é aí que a durabilidade do concreto se torna um tema central.


A corrosão não é só química: é perda de confiança


Quando o aço oxida, ele aumenta de volume. Esse processo rompe a aderência com o concreto, gera fissuras, desloca o cobrimento e expõe ainda mais armadura. É um efeito dominó. O que parecia apenas uma mancha marrom evolui para desplacamento, perda de seção da barra e risco real para a estabilidade da estrutura.


Ou seja: a corrosão não destrói apenas aço e concreto. Ela abala a confiança do cliente no seu trabalho e pode comprometer a sua imagem profissional.


Por que o problema está mais agressivo hoje?


No início desse texto falamos que a corrosão das armaduras está vindo cada vez mais cedo. Já parou para perceber? Há algumas décadas, era comum esperar que esse tipo de patologia surgisse após 30 ou 40 anos de uso. Hoje, vemos estruturas com menos de 15 anos já apresentando pontos críticos. E sabe por que isso acontece? Porque o ambiente construtivo mudou. Venha entender o porquê:


Maior concentração de CO₂ e poluentes na atmosfera:

A carbonatação é um processo natural: o CO₂ presente no ar penetra no concreto e enfraquece a camada que protege o aço. Sempre foi assim, mas a diferença é que hoje a quantidade de poluentes é muito maior. Ambientes urbanos e industriais concentram agentes agressivos em níveis bem mais altos do que há 30 ou 40 anos, e isso acelera a perda da alcalinidade do concreto, antecipando o início da corrosão das armaduras.


Concretos mais pobres em densidade:

A busca por produtividade e redução de custos levou a misturas com menor consumo de cimento e maior uso de aditivos sem o devido controle tecnológico. Isso significa um concreto mais poroso, com “caminhos” mais fáceis para a entrada de água e agentes agressivos. O resultado é que a armadura perde proteção e fica vulnerável antes da hora.


Execução sob pressão de prazos curtos

O cronograma de obra tornou-se um dos maiores inimigos da durabilidade. Curar corretamente o concreto exige tempo, mas em muitas obras essa etapa é encurtada ou negligenciada para acelerar a liberação do canteiro. O mesmo acontece com o adensamento: vibradores usados de forma inadequada geram vazios e ninhos de brita, que se transformam em pontos de fragilidade. Cada minuto economizado na execução pode custar anos de vida útil da estrutura.


Cortes constantes de custo e ausência de prevenção

A pressão por reduzir gastos faz com que muitas decisões priorizem apenas o valor imediato do material ou da mão de obra, deixando de lado a análise do custo de ciclo de vida da estrutura. Em vez de investir em soluções preventivas, muitos optam por “apagar incêndios” quando o problema já se instalou. O resultado é um paradoxo: a tentativa de economizar no início gera despesas muito maiores em recuperação, perda de desempenho e, em casos extremos, risco à segurança.

O cenário é hostil, e quem projeta ou executa precisa se antecipar para não pagar o preço de uma recuperação precoce.


O que realmente funciona para prolongar a vida útil


Seguir a NBR 6118 é o ponto de partida, mas não basta. A norma define cobrimentos e classes de agressividade, mas não substitui o olhar crítico do engenheiro que entende as condições específicas da obra.


Especificar concretos com baixa relação água/cimento e associar adições minerais é essencial para reduzir a permeabilidade e tornar o material mais resistente à entrada de agentes agressivos. Da mesma forma, aditivos cristalizantes ou hidrofugantes ajudam a criar barreiras internas que se mantêm ativas por toda a vida útil da estrutura.


Outro recurso importante é o uso de inibidores de corrosão. Apesar de pouco aplicados no Brasil, já são referência em obras de infraestrutura em outros países. Isso mostra que existe um caminho a ser explorado aqui para elevar o desempenho das estruturas.


E não dá para esquecer a execução: cobrimento respeitado, adensamento bem feito e acabamento sem microfissuras continuam sendo pontos decisivos. É justamente nesses detalhes que ocorrem os maiores erros. Planejar inspeções periódicas também é parte da estratégia. Manutenção preventiva custa muito menos do que uma recuperação estrutural emergencial.


Durabilidade como diferencial de mercado


O cliente que constrói em frente ao mar, em ambiente urbano poluído ou em solo agressivo, espera mais do que o mínimo da norma. E é aí que está a oportunidade: entregar projetos com foco real na durabilidade do concreto posiciona você como alguém que não se limita ao básico.


Mais do que erguer a obra, você entrega segurança, economia futura e tranquilidade. É aí que a durabilidade deixa de ser apenas uma obrigação técnica e passa a ser diferencial competitivo.


Como podemos ajudar você


Aqui, na Isocom, acreditamos que durabilidade não é detalhe: é estratégia. E sabemos que cada obra tem suas particularidades. A escolha errada de um aditivo, ou uma decisão apressada em obra, pode custar muito caro no futuro.


É por isso que o nosso time técnico está pronto para apoiar tanto no diagnóstico de problemas já instalados quanto na definição de soluções mais econômicas e eficientes para prevenir patologias. Não oferecemos apenas produtos: oferecemos conhecimento aplicado para que você consiga tomar decisões seguras.


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